Em honra do Octante inventado por John Hardley em 1730, Nicolas-Louis Lacaille formou esta constelação do Polo Sul e chamou-lhe Octans Hadleianus. Percursor do sextante, o octante era um instrumento utilizado para medir a altitude de um corpo celeste, sendo um dispositivo básico para os navegantes que estabelecessem as suas rotas de navegação e para os astrónomos se poderem orientar nas suas observações.
Octans é assim uma de entre 14 constelações modernas introduzidas por Lacaille no Séc. XVIII, na sua larga maioria bastante difíceis de serem encontradas no céu. Esta figura é constituída por estrelas de brilho muito reduzido, pelo que se costuma usar como referência na sua localização o Cruzeiro do Sul, que aponta na direção de Octans.
Sendo uma constelação recente, não possui qualquer lenda associada a ela.
O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Octantis.
Sigma Octantis - Esta é a estrela do Polo Sul. De magnitude 5,4 apenas pode ser distinguida a olho nú numa noite escura, por isso, apesar de caracterizar o Polo Sul, não é uma estrela orientadora tão adequada como a Polaris, que nos permite identificar o Polo Norte.
NGC 2573 - Trata-se de uma galáxia em espiral apenas visível com telescópios de abertura considerável (superior a 200 mm). A particularidade que a torna notável é o facto de ser um objeto celeste de características nebulosas (quando observado através de telescópios) e, portanto, referenciado no catálogo de Dreyer ("NGC"), mais próximo do ponto que marca o Polo Sul Celeste. Foi-lhe por isso atribuída a denominação Nebula Polarissima Australis. Apresenta uma Magnitude de 13,8, fora do limite de deteção (direta) de telescópios com abertura inferior a 200 mm.
Austrais
Boreais